festival do rio 2007

27 Setembro - 2007

Annie Leibovitz

O Festival do Rio é sempre uma ótima oportunidade para a gente ver filmes que, normalmente, não entrariam em cartaz por aqui. Ontem, fui ver um desse tipo, o documentário “Annie Leibovitz: vidas retratadas”.

Última sessão da noite de quarta-feira, lotada, e eu encontro amigos fashionistas que, como eu, não poderiam deixar de ver este documentário. O filme conta a história dessa grande fotógrafa americana que deu vida à revista Rolling Stones em imagens – logo em seu início, mesmo quando Annie ainda era uma ilustre desconhecida. Mais tarde, ela viria a ‘se mudar’ para a Vanity Fair, para onde trabalha até hoje.

Annie Leibovitz descobriu a arte de fotografar ainda pequena. Sua família costumava viajar muito de carro e, como ela mesma diz, se acostumou a ver tudo dentro de uma moldura, a das janelas do carro.

Suas primeiras fotos foram tiradas em uma base militar americana onde seu pai serviu durante a guerra do Vietnã. Em 1967, conseguiu convencer os pais a voltar para os EUA, para estudar, e se mudou para São Francisco, onde estudou artes. Na faculdade, fez um workshop de fotografia e foi aí, pela primeira vez, que ela descobriu o que mais amava fazer.

Rolling Stone - John Lennon e Yoko OnoBette MidlerLogo surgiu a Rolling Stones e fotos incríveis do mundo Pop e Rock. Ali, Annie teve seu talento reconhecido por fazer fotos que ninguém tinha pensado em fazer. Seu segredo? Passar tempo com o fotografado, conhecê-lo melhor e ganhar confiança.

Citadas como algumas das suas fotos mais importantes da época está a primeira capa conceitual de sua vida. Nela, Bette Midler posa em uma cama repleta de rosas. Depois veio a de John Lennon nu, completamente vulnerável, abraçado a sua Yoko – foto que foi capa da edição que falava da morte de John, que sofreu um atentado e morreu cerca de cinco horas após o ensaio fotográfico.

Seus 12 anos na Rollings Stones fizeram com que ela fosse reconhecida como uma entre os melhores na sua área e também que ela adquirisse alguns vícios, convivendo com drogas, sexo e rock’n’roll. Em meio a esse cenário, surgiu a proposta da Vanity Fair e, com o apoio de todos, até mesmo seus companheiros da Rolling Stones, ela mudou de revista.

Demi Moor grávida na capa da Vanity FairAnnie começou na Vanity Fair completamente recuperada de seus vícios, mergulhando em um mundo desconhecido de glamour e estrelas de Hollywood. Algumas fotos marcantes nesta revista são Demi Moore grávida e nua, suas capas de três páginas com diversos atores e modelos posando e, mais recentemente, as fotos de Nicole Kidman e Kirsten Dunst, como Marie Antoinette, para Vogue.

O documentário fala também da sua vida pessoal, suas dores e alegrias. Mostra uma mulher sensível e impulsionada pela sua paixão: a fotografia. Seu diferencial é saber o conceito de sua foto e saber montá-la de forma que pareça natural.

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